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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Desvios de aliados de Sarney no AP podem chegar a R$ 820 milhões

Em meio às informações divulgadas no decorrer da Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal – que prendeu, na sexta-feira, o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), seu antecessor Waldez Góes, do PDT (aliados do senador José Sarney, do PMDB-AP) e outras 16 pessoas –, foi calculado em pelo menos R$ 300 milhões o valor dos recursos públicos desviados pelo esquema criminoso. No entanto, a Controladoria Geral da União (CGU) já prevê que vai chegar a um “rombo” bem maior aberto pelos acusados nos cofres públicos. É que as áreas onde foram descobertas as irregularidades – Educação e Segurança, do governo estadual, e várias áreas da Prefeitura de Macapá – receberam R$ 819,6 milhões de recursos federais, por meio de convênios e repasses, em 2008 e 2009. A CGU pretende analisar todos os processos referentes a esse período para avaliar o desvio com exatidão.

A Operação Mãos Limpas prendeu dezoito pessoas na sexta-feira – entre elas, políticos ligados ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

No grupo de detidos pela PF – que foram transferidos na noite de sexta-feira para Brasília – estão o governador amapaense Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP) e o ex-governador Antônio Waldez Góes da Silva (PDT). Também foram presos José Júlio de Miranda Coelho (presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amapá); Marília Brito Xavier Góes (mulher de Waldez Góes, ex-secretária de Inclusão e Mobilização Social); Aldo Alves Ferreira (secretário estadual de Segurança); José Adauto Santos Bittencourt (ex-secretário de Educação); e Ruy Santos Carvalho (superintendente de Agricultura).

O prefeito de Macapá, Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva (PDT, primo de Waldez Góes), chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi liberado após pagamento de fiança.

Jorge Emanoel Amanajás Cardoso (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, foi uma das 87 pessoas conduzidas coercitivamente para prestar depoimento na Polícia Federal. Depois de interrogado, ele foi liberado. Ainda na noite de sexta, Amanajás – que é candidato ao governo do estado – participou de um debate promovido pelo Instituto Macapaense de Ensino Superior (Immes).

Três dos políticos presos disputam cargos nas eleições de outubro. O governador Pedro Paulo – que era vice do governador reeleito em 2006, Waldez Góes, e assumiu o cargo em abril passado, com a saída de Góes para disputar o Senado – tenta permanecer no Executivo Estadual. Marília Góes (PDT) concorre a uma vaga de deputada federal.

Pedro Paulo, Waldez Góes e Marília Góes integram o grupo político aliado do presidente do Senado, José Sarney, no Amapá. Apesar de ser maranhense, Sarney elegeu-se pelo Amapá e tem grande influência no estado.

Jornal Pequeno.

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