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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Moradores cobram promessas feitas pela governadora Roseana

Maranhão - Os moradores do Residencial Tiradentes, localizado na área da Cidade Olímpica, pedem ao governo do estado que decida de uma vez por todas a situação das 1.174 famílias, que há dois anos deveriam estar assentadas nos 14 hectares do respectivo terreno. A comunidade alegou que a governadora Roseana Sarney prometeu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PAC do Rio Anil, no dia 10 de dezembro do ano passado, que aquelas pessoas seriam beneficiadas com o programa Viva Casa, o qual teria uma verba de R$ 54 milhões destinada para a construção de novas moradias, porém até agora nada foi feito e o local continua desabitado.

De acordo com o presidente da Associação de Apoio e Amparo à Cidadania do Projeto Residencial Tiradentes, Evandro Silva da Conceição, o terreno compreende uma área total de 30 hectares, sendo que durante o governo Jackson Lago foram pagos 16, restando 14, avaliados em R$ 812 mil, para a nova gestão estadual quitar. O pagamento foi feito, porém após uma reunião entre os moradores, representantes da Casa Civil, Procuradoria Geral do Estado e secretarias das Cidades e Administração, ficou acertado que a comunidade seria remanejada para outra área, uma vez que os 30 hectares seriam destinados para construção de imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. "Quando fui assinar a ata, o secretário de Cidades, Filuca Mendes, redigiu o documento apenas com o termo que discriminava a concordância para a saída dos moradores. Mas não falava do comprometimento do governo em remanejar as famílias e ceder outra área para elas morarem, por isso, não assinei e foi aí que começaram as divergências entre moradores e a Secid", declarou.

O líder comunitário explicou que após sua recusa em assinar a ata que validava a saída dos moradores da respectiva área, todo o processo de assentamento das famílias parou, bem como o secretário Filuca Mendes deixou de atendê-los.

Socorro a Lula - Evandro Silva relatou que durante a visita do presidente Lula a São Luís, a comunidade teria fretado quatro ônibus, com 400 famílias para pedirem socorro a ele. Mas, teriam sido impedidos de entrar no acesso ao residencial do PAC que estava sendo entregue a outras famílias, no Bairro da Camboa. "Conseguimos chegar perto, mesmo que do lado de fora, e como estávamos munidos com cartazes, a governadora conseguiu nos enxergar. Na ocasião, ela disse ao presidente que assim como o governo federal tem o Minha Casa Minha Vida o governo do estado tinha o Viva Casa, que doaria mão de obra e material de construção às famílias carentes no valor de R$ 5.800 por residência. E que a primeira comunidade a ser beneficiada seria a do Residencial Tiradentes, mas isso nunca foi feito", disse.

Fotos: G. FERREIRA

Moradores do Residencial Tiradentes aguardam resposta da governadora Roseana Sarney

Durante visita de Lula ao PAC, faixa pedia que ele falasse com Roseana para resolver o problema

Populares denunciaram que propaganda do governo na TV mostra casebres do Residencial Tiradentes prometendo beneficiar a comunidade com o Programa Viva Casa, mas nada de concreto

Segundo Evandro Silva, nos 16 hectares pagos pelo governo Jackson já estão assentadas 800 famílias que vivem sem segurança, água e sem luz. Ele afirmou que o secretário Filuca Mendes não teria deixado as outras 1.174 famílias habitarem o local, sendo impedidos pela Polícia Militar, e ainda teria mandado que elas retirassem as benfeitorias que a comunidade havia conseguido. "Conseguimos junto ao Programa Luz para Todos, a implantação de 20 postes, mas Filuca mandou retirar todos. Não temos água encanada nem segurança, muito menos transporte público. Falei com o secretário da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Ribamar Oliveira Filho, e ele garantiu que assim que a situação for resolvida e o assentamento legalizado a linha Alexandra Tavares será estendida até o Residencial Tiradentes. Mesmo morando em barracos, iríamos estar em uma coisa nossa, uma vez que dividimos a área em lotes de 8x20 metros. As pessoas estão morando em quitinetes ou em casa de parentes e não está sendo nada fácil. Ressaltando que a área que eles queriam nos remanejar é um local cheio de palmeirais e que não teve a licença cedida pelo Ibama", pontuou.

Para o morador Honório Braga, 61 anos, o impasse só traz desconforto para as famílias que necessitam de um 'teto' para morar. Ele contou que reside com a esposa e uma filha de 19 anos na casa de outro filho, que também tem sua família e que precisa não só do espaço, mas da sua privacidade preservada. "Conheço pessoas que estão quase sendo despejadas, por não terem mais condições de manter o aluguel de quartos que custam em média R$ 200. Estou com pedido de aposentadoria por invalidez, uma vez que tenho vários problemas de saúde, mas enquanto ela não sair vou ter que ficar com meu filho e sinto vergonha por incomodá-lo, mesmo sabendo que ele nunca reclamou de nada. Espero que a governadora Roseana Sarney olhe por nós, pois nossa situação é de tristeza e total abandono", afirmou.

Outro lado - A Secretaria de Cidades informou, por meio de sua assessoria, que a área em questão foi comprada com o intuito de comportar projetos habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida e o Viva Casa. Porém, aguarda o posicionamento da Caixa Econômica Federal no que diz respeito à avaliação da documentação exigida para a liberação dos trâmites e início das construções, mas não foi dito qual a solução prevista para as famílias do Residencial Tiradentes, que completou dois anos de existência na última quarta-feira, 21 de abril. (POR JULLY CAMILO).

Um comentário:

Alexandre disse...

é justo eles cobrarem, mas um projeto de dezembro, ainda mais se tratando de casas que envolve uma série de tomada de decisões, licitação, contratação, verba leva um certo tempo pra acontecer. sem falar que daqui é oficializado o período de eleição e acho que a governadora não vai mais poder inaugurar obra alguma.

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