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terça-feira, 16 de março de 2010

No parlamento de Israel, Lula é cobrado por líderes sobre relação com Irã


Nacional - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi cobrado publicamente pelo chefe de governo israelense, pelo presidente do parlamento do país e pela líder da oposição para que o Brasil se alie aos países favoráveis a sanções contra o governo iraniano.

A cobrança ocorreu nesta segunda-feira (15) durante a visita de Lula ao Knesset, o parlamento israelense. O presidente é o primeiro chefe de governo brasileiro a visitar o parlamento desde a criação do Estado de Israel, em 1948.
O primeiro pedido de posicionamento partiu do chefe do parlamento, Reuven Rivlin. “Desenvolver relações com o Irã não contribui para a paz mundial. Ter relações com o Irã é dar legitimidade a suas pretensões assassinas. Peço ao senhor que se junte a esses países que já aceitaram a importância dessas sanções”, afirmou Rivlin.

Segundo ele, ser contra as sanções publicamente (a posição atual da diplomacia brasileira defende a continuidade do diálogo com Teerã) “pode ser interpretado como fraqueza perante líderes como esse, que não tem freios”. “A história nos mostra o que, Deus no livre, pode acontecer se não tomarmos medidas contra essa ameaça”, afirmou.

Rivlin, que é membro do Likud, o partido do premiê Benjamin Netanyahu, afirmou ainda que os países “devem acordar da dormência e enfrentar as bases satânicas desse regime dos aiatolás”.

Do primeiro-ministro, o presidente Lula começou ouvindo elogios. Netanyahu lembrou que a criação do estado de Israel foi possível graças à atuação do diplomata brasileiro Osvaldo Aranha, que presidiu a sessão da Organização das Nações Unidas (ONU) que aprovou a criação do estado judaico.

Logo depois, vieram as palavras mais ásperas. O primeiro-ministro israelense também pediu que o Brasil apóie a frente internacional “contra o armamentismo do Irã”. “Eles usam de violência, de crueldade, eles adoram a morte, vocês (brasileiros) adoram a vida. Eles negam o Holocausto e querem que Israel seja varrido do mapa”, afirmou. (G1).

Um comentário:

Diego Borges disse...

isso é bem pior do que se tem em mente , lembremos quem protege israel e como esse protetor pode reagir a decisão do Brasil.
um abraço !!!

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