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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

FGV quer administrar acervo da Fundação José S.

Brasília - O acervo da Fundação José Sarney, que conta com mais de 200 mil documentos e 37 mil livros doados, deve ser administrado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu um ofício da FGV mostrando interesse em herdar o arquivo com todo o material do tempo em que o peemedebista ocupou a Presidência da República.

Segundo interlocutores, Sarney ainda não decidiu. No documento, a FGV argumenta que já administra os acervos de outros ex-presidentes, como Getúlio Vargas, Tancredo Neves e Ernesto Geisel.

O presidente do Senado anunciou no final do mês passado o fechamento da fundação por problemas financeiros. O conselho curador, no entanto, ainda precisa confirmar oficialmente o fechamento da instituição.

A fundação teria sido fechada por problemas financeiros depois que foi envolvida na crise política que atingiu o Senado e o presidente da instituição --a suspeita é que parte dos patrocínios teria sido desviada para contas de empresas fantasmas e da família do senador.

Para manter a fundação em atividade, Sarney gastaria, por mês, algo em torno de R$ 70 mil. Com as denúncias, os colaboradores e patrocinadores teriam mostrando resistência em manter a instituição funcionando.

Ao anunciar o fim da fundação, em nota, Sarney disse que tomou a decisão com "profunda amargura" ao constatar que a entidade não possui mais recursos para se manter em funcionamento --depois das denúncias envolvendo a fundação.

"Essa é a minha opinião, em face da impossibilidade de seu funcionamento, por falta de meios, segundo fui informado pelos administradores da instituição. Os doadores que a sustentam suspenderam suas contribuições, pela exposição com que a instituição passou a ser tratada por alguns órgãos da mídia", afirmou.

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

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