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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Livrarias rejeitam lançar 'Honoráveis Bandidos' na terra de Sarney

Cultura Imperatriz - Com medo da família Sarney, nenhuma livraria em São Luís (MA) aceitou abrigar o lançamento de "Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney", diz o jornalista Palmério Dória, autor da obra. O jeito foi improvisar um evento na sede do Sindicato dos Bancários, marcado para o próximo dia 4 de novembro, a partir das 19h.

Além de detalhar todos os escândalos envolvendo o clã do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o livro dedica um capítulo (nº 8, "O lado feminino") só para falar sobre as intimidades da família e de seu patriarca.

Questionado pela Livraria da Folha sobre a fonte dessa informação, o jornalista não quis revelar. O autor diz que não é a primeira vez que sofre censura no Maranhão. Seu livro "A Candidata que Virou Picolé" (2002), sobre Roseana, filha do senador, foi colocado à venda nas bancas de São Luís, e teve todos os exemplares comprados pela família Sarney, afirma Dória, que confirmou presença no próximo dia 4 em São Luís. Será o primeiro lançamento do livro em uma capital nordestina.

Dória diz que a família Sarney não tomou nenhuma ação jurídica contra sua obra, que narra o enriquecimento de parentes e interferências na máquina pública, ao longo de décadas.

O autor afirma que seu livro também ficou de fora da exibição oficial da feira do livro realizada na cidade de Imperatriz (637 km de São Luís). Mas Dória não mostra preocupação com a ausência de "Honoráveis Bandidos" nas livrarias maranhenses.

(Da Folha OnLine)

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