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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Governo de Roseana é fictício, afirmam deputados

Maranhão - Os deputados Edivaldo Holanda (PTC) e Marcelo Tavares (PSB) afirmaram hoje (segunda-feira, 19), durante pronunciamentos na tribuna da Casa, que os seis meses do governo Roseana Sarney (PMDB), cujo slogan é “de volta ao trabalho”, não passam de obras de ficção.

Para Edivaldo Holanda, líder da oposição na Casa, as grandes obras que o governo do Estado tenta empurrar no povo, por meio do Sistema Mirante de Comunicação, que realizou em apenas seis meses, foram licitadas durante a gestão dos ex-governadores José Reinaldo Tavares (PSB) e Jackson Lago (PDT).

Na propaganda oficial, o governo divulga que construiu a fábrica da Susano Celulose (Imperatriz), a Aciaria Nordeste (Açailândia), a Hidrelétrica de Estreito (Ceste), a Termoelétrica de São Luís (EBX), a Refinaria Premium (Petrobras), a ampliação das unidades da Alumar e da Companhia Vale do Rio Doce, que gerariam 150 mil empregos ao povo maranhense.

“Enquanto isso, como obra real e imediata, a governadora Roseana Sarney, através do secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, demite dezenas de trabalhadores da Maternidade Marly Sarney, sem pagar as devidas obrigações trabalhistas”, denuncia.

O líder da oposição disse que as obras alardeadas pela governadora Roseana Sarney são uma grande ficção, voltada, sobretudo, para guardar recursos públicos, tomados dos convênios liberados no governo passado aos prefeitos, para patrocinar as eleições de 2010.

Edivaldo observa que o governo alardeia, também, que está construindo 64 hospitais e 1.500 quilômetros de estradas. “As obras dos hospitais se resumem apenas em terraplenagens, e os serviços das estradas parecem ser fantasmas, pois por onde eu ando todo o Estado do Maranhão não os vejo”, disse.

SEM LICITAÇÃO

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), por sua vez, disse desconfiar que os serviços de recuperação de estradas, anunciadas pela governadora Roseana Sarney entre os municípios de Peritoró e Lago da Pedra, parecem não terem saído do papel. “Estive recentemente na região do Médio Mearim e não vi nenhum buraco tapado”, assinala.

“Em São Luís não existe nenhuma obra licitada. O que o governo do Estado fez foi forjar um estado de emergência na capital, para favorecer dispensa de licitação e gastar R$ 250 milhões, por causa da falta d’água, um problema que, infelizmente, é um rotina de milhares de famílias”, lamenta Marcelo.

Na opinião do presidente da Assembleia Legislativa, por não ter obras caseiras para mostrar, o governo do Estado tenta mostrar, na televisão, os empreendimentos licitados ainda durante a gestão dos ex-governadores José Reinaldo Tavares (PSB) e Jackson Lago (PDT).

Marcelo acha que o único ponto positivo do atual governo foi a proposta de reajuste salarial dos policiais militares, conseguido a duras penas pelo líder do governo na Assembleia, deputado Carlos Alberto Milhomem, e pelo deputado Chico Gomes, ambos do DEM.
(Da Agência Assembleia)

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