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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Falha tentativa do clã Sarney de amordaçar a impr..

"Falha tentativa do clã Sarney de amordaçar a imprensa"

OPERAÇÃO BOI BARRICA

Folha de S. Paulo assume lugar do ‘Estadão’ na publicação de ‘grampos’ da Polícia Federal, feitos durante a Operação Boi Barrica, que investigou organização criminosa chefiada por Fernando Sarney

Representação de Fernando fez Justiça censurar o ‘Estadão’, proibido há 88 dias de divulgar reportagens sobre as escutas que envolvem o clã Sarney em escândalos diversos.
Falhou a tentativa da família Sarney de calar a imprensa pela via judicial – conseguindo, há 88 dias, uma decisão do juiz Dácio Vieira (TJ-DF, afastado do caso por ser amigo do clã), que proíbe o jornal O Estado de S. Paulo de divulgar qualquer notícia sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal (PF). A operação investigou uma organização criminosa (ORCRIM) chefiada, segundo a PF, pelo superintendente do Sistema Mirante, Fernando Sarney.

A tentativa de censura fracassou porque outro jornal com o mesmo “poder de fogo” do “Estadão” – a Folha de S. Paulo – assumiu o lugar do concorrente na publicação de “grampos”, realizados pela PF com autorização da Justiça, que comprometem não só Fernando Sarney, mas principalmente o patriarca da família, o presidente do Senado, José Sarney.

A Folha – praticamente ausente do “caso Fernando” na época das primeiras revelações, em outubro de 2008 – finalmente marcou posição, mostrando-se independente e imune à influência de José Sarney no jornal que abriga há vários anos sua coluna semanal.

Só neste mês, a Folha publicou duas reportagens especiais, baseadas em “grampos” da “Boi Barrica”. A primeira, que saiu no dia 11 passado, mostrou a interferência de Fernando Sarney e Silas Rondeau (afilhado de José Sarney, membro do Conselho de Administração da Petrobras) na agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Outra, publicada no domingo (25), revelou que José Sarney, Roseana Sarney e Fernando Sarney agem em sintonia para “emplacar” apadrinhados em cargos estratégicos do setor elétrico, a fim de, depois, “atacar” os indicados e fazê-los liberar verbas de patrocínio a empresas do clã.

Veja a seguir a republicação das reportagens da Folha – produzidas pelos repórteres Hudson Corrêa, Andreza Matais e Andréa Michael.

POR OSWALDO VIVIANI

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