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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Roseana volta ao Maranhão após cirurgia

Maranhão - Discretamente. Esta palavra sintetiza a forma como a governadora Roseana Sarney (PDMB) desembarcou no último sábado (dia 04 de julho) em São Luís, retornando ao Estado após viagem para tratamento de saúde.

Embora houvesse uma expectativa de que a chegada de Roseana ocorresse nesta data, nada foi confirmado pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado (Secom) quando consultada sobre o assunto pela reportagem de O IMPARCIAL.

Ainda na tarde do último sábado, um blog noticiou a chegada da governadora, e ontem a reportagem de O IMPARCIAL fez novo contato com a Secom, que não confirmou, mas também não negou a informação. Quanto ao retorno de Roseana às suas funções, ainda não há previsão de quando isto irá acontecer. Por enquanto, o comando do Estado continua nas mãos do governador em exercício, João Alberto.

Apesar de ainda não retomar as atividades de governadora, Roseana Sarney esteve na última semana ao lado pai em Brasília, ajudando-o a suportar a forte pressão advinda da crise no Senado.

Após dias de intensa turbulência, o senador José Sarney (PMDB) conseguiu o apoio irrestrito do Presidente Lula e manteve-se na presidência do Senado. Embora dentro do PT ainda existam divisões quanto ao apoio à permanência de Sarney no cargo, a perspectiva é de que com a entrada em cena do Palácio do Planalto o partido feche questão a favor do pemedebista.

Na avaliação de Lula e dos caciques do PT, a aliança com o PMDB em 2010 tem status de prioridade zero e a manutenção de Sarney no comando do Senado é tida como fundamental para consolidar o namoro com o PMDB, uma noiva cobiçada por petistas e tucanos quando o assunto são as eleições presidenciais do ano que vem.

Na semana passada ao falar sobre a situação enfrentada por Sarney, Roseana disse que o pai estava sendo feito de “bode expiatório”, levando a culpa de todos os problemas do Senado.

Ex-aliados
Os principais alvos das críticas aliados de Sarney são os tucanos e os democratas, apontados como os responsáveis pela onda denúncias disparadas contra o presidente do Senado. Em 2001, na reta final do segundo mandato de FHC, quando era inclusive pré-candidata à Presidência da República, Roseana Sarney então no PFL, atual DEM, mantinha em nível nacional uma relação mais amena com os tucanos que, por sua vez dependiam do apoio do PMDB no Congresso.

O PT estava na oposição, embora Lula despontasse como líder nas pesquisas. Na época, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, ela defendia para as eleições presidenciais, a reedição da aliança PFL-PSDB.

A governadora manifestava esta esperança com a convicção de que apesar das divergências entre as legendas, hoje unidas na oposição ao governo Lula, o pragmatismo falaria mais forte, pois “político nenhum dá tiro na cabeça”.

Lula por quem Roseana já havia declarado simpatia, ainda em 2002, venceu as eleições e no lugar da dobradinha PSBD-PFL, consolidou-se a dupla PT-PMDB. Roseana deixou o ninho pefelista, entrou no partido do pai, o PMDB, tornou-se líder do governo Lula no Congresso e voltou novamente ao Palácio dos Leões desta vez por decisão do Tribunal Superior Eleitoral( TSE) que cassou o mandato do pedetista Jackson Lago.

O imparcial.

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