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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Rio Tocantins continua com o nível baixo

MARANHÃO - O rio Tocantins continua, até o momento, entre cinco e seis metros acima do seu nível normal, o que é muito pouco para esta época do ano, quando deveria estar, como em anos anteriores, bem acima desse nível. O fato incomoda uns e tranquiliza outros, como é o caso dos moradores da região do Porto da Balsa e dos bairros Leandra e Caema, ambos situados em locais onde já foram olarias e, por isso, consideradas áreas baixas.
A preocupação de ambientalistas é porque o que se nota hoje é um completo desequilíbrio da natureza provocado por vários fatores. De acordo com o ribeirinho José Araújo Mendes Santos, 62, as hidrelétricas situadas no alto Tocantins influenciam, “mas na verdade o que mais provoca esta situação é a falta de chuvas. Se você observar, hoje não chove como anos atrás, a derrubada das matas incide na falta de chuvas”, explica.
O pescador Antonio Santos da Silva, 54, diz concordar em parte com José Mendes, mas culpa diretamente as hidrelétricas por esse desequilíbrio e explica: “Antes dessas barragens espalhadas pelo rio, as enchentes aconteciam normalmente. Para se ter uma ideia, em anos anteriores, em pleno mês de fevereiro, as águas já estavam lá no pé da ladeira”, diz, referindo-se à ladeira da Rua Luís Domingues que dá acesso ao Porto das Balsas.
Para a dona Maria de Sousa Oliveira, 38, moradora do bairro da Caema, o baixo nível do rio Tocantins a tranquiliza, bem como todas as famílias que residem naquela área. “Em outros anos, as águas do Tocantins já tinham corrido com a gente, ou se não, estávamos no maior desespero no ponto de correr. Não queremos dizer que o rio não venha nos atingir ainda este ano, mas por enquanto estamos tranquilos”, observa a doméstica.
Para que o leitor menos atento possa entender, as águas do Tocantins, para esta época, estão num nível tão baixo que alguns banhistas ainda aproveitam uma pequena área da Praia do Goiás, também conhecida por Praia da Belinha”, na margem do estado do Tocantins. Da mesma forma se encontra a Praia do Américo, acerca de um quilômetro acima da cabeceira da ponte, no estado do Tocantins.
Tal situação leva preocupação para os pescadores, os quais entendem pelo seu conhecimento empírico que, sem as chuvas e, consequentemente, sem as enchentes, as águas não atingem os baixões, os lagos, onde os peixes desovam nessa época do ano, conhecida também como “período da piracema”. A propósito, esse período encerra-se no próximo dia 28 de fevereiro, quando então a pesca fica liberada por lei.
F:O PROGRESSO

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