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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Obra no muro da CCPJ está paralisada

CASO DE POLÍCIA — Quase quatro meses depois de vir ao chão em um temporal, o muro da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) ainda está pouco acima da metade. A obra teria sido embargada e não há informação de quando deverá ser concluída.
Depois da queda, no dia 27 de outubro do ano passado, a Polícia Militar foi obrigada a montar uma barreira no local onde havia o muro para evitar fugas sendo que dias depois uma construtora de São Luís deu início à reconstrução do muro.
Numa visita ao local, na última sexta-feira, o Jornal O Estado do Maranhão constatou que a parte do muro que dá acesso ao pátio da "Casa de Detenção" atingiu a altura prevista de pouco mais de 4 metros de altura. O problema é que da metade para cima as estacas de cimento que serviriam para "amarrar" a estrutura não foram construídas.
A situação é mais grave no muro que dá fundos para a CCPJ. As pontas de ferro no formato das estacas revelam que ainda falta muito para o muro chegar à altura programada. Num local um buraco na parede está tampado de forma improvisada com tábuas.
Contratado para a obra, o operário Fernando de Assis Santos, de 32 anos, disse que a obra foi paralisada em dezembro de 2008 embargada pela Justiça. Ele não soube dizer o motivo dessa situação.
O ajudante Fernando de Assis, que procurou a reportagem no local, denunciou que ao anunciar a suspensão dos trabalhos, a empresa não pagou corretamente os operários. Muitos, segundo ele, ainda têm dinheiro para receber da construtora.
"O que falaram para nós é que nós ia (sic) trabalhar até o final do serviço, mas até agora a gente não ver o resultado e não pagaram todo mundo não, principalmente, eu e uns e outros ai", disse o homem que ainda tem R$ 150,00 para receber.
Diante da situação, Fernando disse que está passando necessidades. Na esperança de receber o valor, todos os dias "dá plantão" em frente ao muro e para não passar fome com seus dois filhos e a mulher sobrevive de "bicos" e da alimentação enviada à CCPJ que alguns dos presos rejeitam.
O Estado procurou, na mesma data, o diretor da CCPJ, Mauro Henrique Veras, sem sucesso. Nenhum representante do governo foi localizado para comentar sobre o assunto.
F. IMIRANTE

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