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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Marcelo Tavares defende Jackson e diz que acusações são infundadas

BRASÍLIA - O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), ocupou, ontem (18), a tribuna para defender o governador Jackson Lago diante da ameaça de cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julga hoje (19) recurso contra a sua diplomação, impetrado pela coligação Maranhão, a Força do Povo, derrotada nas urnas nas eleições de 2006.
Em sua defesa, Tavares mais uma vez deixou claro que as acusações que pesam contra o governador Jackson Lago são infundadas e que todos os convênios do governo José Reinaldo Tavares foram celebrados no período permitido por lei. O presidente da AL classificou de um atentado ao ordenamento jurídico a cassação do governador a partir dessas acusações. "Não há um único convênio que desrespeite a legislação eleitoral. Se o nosso ordenamento jurídico for levado em consideração, o mandato do governador Jackson Lago será confirmado", garantiu.
Marcelo Tavares ressaltou que as acusações da utilização de convênios em troca de votos não resistem a uma simples análise mais atenta dos números das duas últimas eleições para o governo do estado disputadas por Jackson Lago. Lembrou que em 2002, ele teve 42% dos votos válidos no primeiro turno; e que em 2006, quando se disse que a máquina foi usada a seu favor, ele recebeu 34% dos votos. "Então a máquina não lhe deu votos, lhe tirou votos. No segundo turno, tivemos os votos dos candidatos de oposição sendo transferidos para o candidato Jackson Lago. Qual foi o convênio que se fez no segundo turno para transferir os votos de Vidigal para Jackson? Nenhum. Qual foi o convênio que se fez no segundo turno para transferir os votos de Aderson Lago para Jackson Lago? Nenhum", explicou.
O presidente da Assembleia disse que não utilizará a palavra golpe, caso o TSE casse o mandato do governador, mas não deixará de expressar a sua insatisfação com uma decisão que ele considera violenta por ir de encontro à vontade da maioria dos maranhenses. Mas que, mesmo assim, não deixará de respeitar a decisão do tribunal.
"Entendo que é uma violência se cassar um governador que teve um mandato dado pela população de forma legítima. Mas, se os tribunais assim decidirem, não serei eu que me colocarei diante da Justiça brasileira, mas farei isso sem nenhuma alegria no coração, porque entendo que será rasgado não só o ordenamento jurídico deste país, mas a vontade da maioria da população maranhense", enfatizou.
Tavares alertou aos colegas parlamentares que os governos e os governantes passam, mas os princípios democráticos que garantiram a eleição dos deputados devem ser guardados, e que mais importante que os interesses pessoais de cada um é o amadurecimento democrático do país. E disse esperar que o Tribunal Superior Eleitoral dê paz ao governador Jackson Lago, para que possa com tranquilidade fazer o seu governo.
"Já foram muitas realizações e com a sua capacidade, terminando os seus quatro anos de governo, ele poderá dar sua contribuição decisiva para o desenvolvimento do estado e a melhoria da qualidade de vida dos maranhenses", calcula.
Ao concluir o seu pronunciamento, que ele fez questão de fazê-lo da tribuna, Marcelo Tavares foi enfático ao afirmar que o único maranhense que tem legitimidade para ser governador do estado até 31 de dezembro de 2010 é Jackson Lago. "Qualquer outro que sentar nessa cadeira não será o representante da vontade da ampla maioria dos maranhenses", avisou.

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