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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Capiberibe e Stedile condenam ambição de Sarney pelo poder

MARANHÃO - O líder nacional do Movimento Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, o ex-senador pelo Amapá, João Capiberibe, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) e a vereadora amapaense Cristina Almeida (PSB) fizeram ontem em São Luís duras críticas ao senador José Sarney (PMDB-AP). Eles condenaram a tentativa de cassação do mandato do governador Jackson Lago (PDT), com base em um processo que deverá ser levado hoje a julgamento no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De mãos levantadas, ao lado de várias lideranças, Pedro Stedile, Cristina Almeida, Janete e João Capiberibe manifestam apoio a Jackson Lago
O ex-senador João Capiberibe criticou Sarney, lamentando que o presidente do Senado pretende a cassação de Jackson para entregar o governo do Maranhão à sua filha, a senadora Roseana Sarney. “É uma lástima que a ambição pelo poder possa levar o senador Sarney a fazer coisas tão condenáveis, tanto contra o povo do Maranhão quanto contra o povo do Amapá”, afirmou o ex-senador Capiberibe. Ele e sua esposa, Janete, tiveram os mandatos cassados, em dezembro de 2005. Na época, foram acusados pelo PMDB do Amapá de pagar R$ 26 pelo voto de dois eleitores na campanha de 2002.
Acompanhado de militantes da Via Campesina e do MST, João Pedro Stedile também condenou a investida do grupo Sarney contra o mandato do governador maranhense: “Estamos todos nós atentos a mais esta tentativa de golpe, que é uma ação dos derrotados, para tentar tomar o lugar dos vitoriosos”.
João Pedro Stedile foi enfático ao afirmar que considera absurdo o que está acontecendo na vida política do Maranhão. “Ainda assim, acho difícil cassar um governador de Estado, principalmente um governador com força popular ao seu lado, como é o caso do governador Jackson Lago”, ressaltou Stedilie.
Criminalização da política - O ex-senador Capiberibe declarou que, na expectativa de melhorar a qualidade da política, a criminalização da política está piorando a vida pública em todo o país. “Desde que foi promulgada a chamada Lei do Bispo, que pune com perda de mandato a compra de votos, eu sou o único senador da República até hoje cassado com base neste artigo da Lei”, afirmou Capiberibe, que teve o seu mandato de senador cassado em dezembro de 2005, sob a acusação de ter feito a compra de dois votos, pagos em duas parcelas.
A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) afirmou que fez questão de vir a São Luís para manifestar seu apoio e solidariedade ao governador Jackson Lago. Ela frisou que o Brasil inteiro tem de repudiar a tentativa de golpe do grupo Sarney no Maranhão contra a democracia e o voto do povo. “A quem interessa a cassação do mandato do governador Jackson Lago? A quem interessava a cassação do meu mandato e o do senador Capiberibe?”, indagou a parlamentar. Segundo ela, a manobra atende aos caprichos do grupo político do senador José Sarney, derrotado nas urnas pelo povo.
Janete lembrou que, com a família Sarney, o Maranhão alcançou os piores indicadores do Brasil. “Após seu afastamento, alguns indicadores já dão sinais de melhora. No Amapá, onde Sarney ampliou seu domínio e impôs seu jeito de fazer política, os indicadores são cada vez piores”, alertou a deputada.
O líder camponês Manoel da Conceição e a ex-candidata a senadora pelo Amapá, Cristina Almeida, hoje vereadora em Macapá, também fizeram questão de participar da manifestação em defesa da democracia realizada em São Luís. Eles assistiram, ontem à tarde, ao início da vigília cívica em defesa do mandato do governador Jackson Lago, que está sendo realizada em frente ao Palácio dos Leões, na Avenida Pedro II.
A vereadora Cristina Almeida, ex-candidata ao Senado que quase derrotou Sarney nas eleições de 2006 no Amapá, declarou que considera lamentável o que está acontecendo no Maranhão. “A Roseana, filha do Sarney, perdeu a eleição pelo voto popular, e agora tenta ganhar no tapetão”, afirmou Cristina Almeida, hoje vereadora em Macapá.
Ela acrescentou que o Brasil inteiro acompanhou as eleições de 2006. “Eu estive aqui, no Maranhão, durante a campanha do segundo turno, e testemunhei o grande feito daquela campanha: o Dr. Jackson Lago ganhou, e agora cria-se este clima de instabilidade, de incerteza, mas se vê o povo mobilizado em praça pública, para dizer ao país inteiro que não quer o retrocesso. O povo maranhense quer avançar. O que o povo maranhense não quer é voltar ao passado”, enfatizou Cristina Almeida.

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